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2 min de leitura

Google e Facebook solicitam ajustes em decisão do STF sobre conteúdos ilícitos

Justiça avalia revisão da responsabilidade das plataformas digitais

Ricardo Alves20 de maio de 2026 às 22:10
Google e Facebook solicitam ajustes em decisão do STF sobre conteúdos ilícitos

As gigantes de tecnologia Google e Facebook, agora Meta, apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de revisão de uma recente decisão que aumenta a responsabilidade das plataformas por conteúdos ilícitos gerados por seus usuários.

O ministro Dias Toffoli indicou que o julgamento dos recursos será realizado no plenário virtual, com o período de análise compreendendo entre 29 de maio e 9 de junho. Esta movimentação surge após a decisão do STF, que, no ano passado, considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Mudanças na Responsabilidade das Plataformas

O STF, em uma votação histórica de 8 a 3, determinou que a responsabilização das plataformas não pode depender apenas de ordens judiciais, reconhecendo a necessidade de maior proteção contra publicações ilícitas. Essa mudança abre espaço para que redes sociais sejam responsabilizadas por conteúdos postados por terceiros.

As big techs pedem esclarecimentos sobre os pontos controversos da decisão do STF.

No recurso, as empresas mencionam omissões e obscuridades que podem resultar em insegurança jurídica. O Facebook argumenta que a decisão estabelece um novo regime de responsabilidade civil e solicita que as novas regras sejam aplicadas somente após o trânsito em julgado do processo. Além disso, pede um prazo razoável para adaptação às as novas obrigações.

O Google, por sua vez, expressa preocupações sobre potenciais interpretações diversas por tribunais inferiores e solicita esclarecimentos sobre as notificações extrajudiciais que devem ser enviadas pelos usuários às plataformas.

Novas Regras pelo Governo

Em paralelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a assinatura de dois decretos que introduzem novas regulamentações para as big techs no Brasil, com publicação prevista no Diário Oficial da União. Essas medidas visam reforçar a prevenção contra fraudes e crimes nas plataformas digitais, além de garantir a responsabilização adequada das empresas.

Contexto Adicional

As novas regras atribuíram à ANPD a responsabilidade de regular e fiscalizar as ações das plataformas digitais, além de definir exigências para o armazenamento de dados que possam auxiliar na responsabilização por danos a vítimas.

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