Lula estabelece novas regras para big techs visando proteção online
Decretos incluem punições para plataformas que não removerem conteúdos ilegais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva implementou medidas rigorosas para regular a atuação das grandes plataformas digitais no Brasil, ao assinar dois decretos nesta quarta-feira (20). As novas normas visam uma maior responsabilização das big techs por conteúdos criminosos e têm como objetivo proteger usuários, especialmente mulheres, de abusos na internet.
✨ As plataformas podem agora ser punidas mesmo sem uma ordem judicial prévia para remoção de conteúdos.
Mudanças na regulamentação
Um dos decretos revisa o Marco Civil da Internet, em resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do ano passado, que alterou as condições sob as quais as plataformas podem ser responsabilizadas. Antes, uma determinação judicial era necessária para responsabilização civil; agora, as techs podem ser punidas em casos de crimes graves sem esta intervenção judicial.
- 1Plataformas devem remover conteúdos ilícitos após notificação.
- 2É obrigatório guardar dados de publicações para futuras investigações.
- 3As empresas são incentivadas a criar canais de denúncia para o público.
Proteção às mulheres na internet
O segundo decreto tem como foco a proteção de mulheres e meninas contra violência digital. Agora, as plataformas devem estabelecer canais específicos para denúncias de conteúdos não consentidos, que, quando notificados, devem ser retirados em até duas horas.
✨ As big techs ficam proibidas de oferecer ferramentas de IA que criem imagens falsas de nudez.
"Essas iniciativas visam tornar a internet um espaço mais seguro e menos propenso a abusos, principalmente para as mulheres
Contexto das novas regulamentações
De acordo com o governo, as alterações são uma resposta ao aumento da violência online, golpes e ataques contra mulheres em plataformas digitais.
Os decretos ainda precisam ser publicados no Diário Oficial da União e as plataformas terão um prazo para se adequar às novas normas.
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