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política
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Governo busca medidas econômicas antes das eleições de 2026

Iniciativas visam aliviar pressão sobre a população e reverter críticas

Camila Souza Ramos23 de abril de 2026 às 16:55
Governo busca medidas econômicas antes das eleições de 2026

Com as eleições a pouco mais de cinco meses, o governo intensifica a implementação de novas medidas econômicas, buscando melhorar a percepção pública sobre sua gestão, que vem sendo alvo de críticas crescentes nas pesquisas eleitorais.

Medidas em Estudo

Entre as iniciativas estão a renegociação de dívidas, a eliminação da jornada 6×1, a tarifa zero para ônibus urbanos e a reavaliação da 'taxa das blusinhas', um imposto de 20% sobre compras internacionais até 50 dólares. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o plano de negociação de dívidas está pronto, embora o setor financeiro resista à adoção de taxas de juros mais acessíveis para o pagamento das dívidas remanescentes.

A extinção da 'taxa das blusinhas' enfrenta forte oposição de mais de 50 entidades empresariais.

A anuência do setor privado à tarifa zero no transporte público está condicionada à oferta de subsídios que assegurem uma receita constante. A remoção da jornada 6×1, embora bem-vista entre a população, gera grandes objeções por parte dos empregadores, que pedem compensações financeiras.

Análise Econômica

Economistas, como Thomaz Ferreira Jansen, do Dieese, destacam a necessidade da criação de políticas públicas que conciliem responsabilidade fiscal com alívio imediato para a população. Jansen observa que atualmente mais de 80% das famílias enfrentam dívidas, resultando em grande pressão financeira devido a salário baixos e juros elevados, especialmente em modalidades de crédito populares.

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A renegociação de dívidas é crucial para criar um respiro no orçamento familiar

Thomaz Ferreira Jansen.

Jansen ressalta que, mesmo utilizando recursos do FGTS para a reestruturação de dívidas, essa política é uma das mais viáveis para implementação neste ano. Quanto à proposta de fim da jornada 6×1, Antonio Corrêa de Lacerda, professor de Economia da PUC-SP, acredita que sua aplicação pode impulsionar a produtividade e o consumo.

Impactos Sociais e Econômicos

A redução da jornada de trabalho pode oferecer mais tempo de lazer e oportunidades de trabalho extra para muitos, ativando a economia local. Contudo, os setores de segurança, com alta carga de trabalho e salários baixos, podem sofrer aumentos nos custos operacionais.

Por outro lado, o desejo por status através do consumo pode dificultar a aceitação do transporte público gratuito.

Além disso, o impacto das tarifas é considerado modesto, pois sua implementação depende dos governos municipais, enquanto a responsabilidade para regulamentação queda sobre a União.

Desafios Fiscais e Políticos

Os desafios fiscais têm sido evidentes, com a necessidade de desapegar de dogmas fiscais que limitam a adoção de políticas mais efetivas. José Augusto Gaspar Ruas, professor da Facamp, ressalta a importância de um debate mais profundo sobre as metas inflacionárias para abrir espaço para estratégias que aliviem o endividamento.

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A renegociação das dívidas é fundamental para evitar crises mais severas no futuro.

José Augusto Gaspar Ruas.

A extinção da jornada 6×1, apesar de ampla aceitação popular, corre o risco de ser desvirtuada no Congresso, uma vez que fontes políticas tentam distanciar a proposta de sua origem governamental. Enquanto isso, a taxa das blusinhas, embora considerada essencial, mostrou-se menos eficaz em atingir seus objetivos econômicos desde sua implementação.

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