Taxa das blusinhas sob avaliação no governo Lula
Debate sobre a revogação do imposto ganha força em Brasília

O governo brasileiro reaviva a discussão sobre a taxa de 20% de imposto de importação, conhecida como ‘taxa das blusinhas’, com foco na popularidade do presidente Lula. Instituída em 2024, essa cobrança sobre compras internacionais de até 50 dólares está em análise à luz do calendário eleitoral.
Recentemente, a postura do governo mudou, refletindo preocupações internas sobre sua imagem e aceitação popular. Lula, em entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM no dia 14, expressou seu descontentamento com a medida, considerando-a desnecessária e prejudicial, especialmente para as classes de menor renda.
✨ O presidente Lula questiona a necessidade da taxa, que impacta negativamente os cidadãos de baixa renda.
Após as declarações de Lula, o ministro José Guimarães também levantou críticas à taxa durante um encontro com jornalistas no Planalto, considerando sua revogação como uma ação positiva para reduzir desgastes governamentais. Ele compartilhou suas reservas sobre a aprovação da cobrança na época e enfatizou os impactos negativos que ela causou.
Esse tema já chegou ao Congresso. Guimarães conversou com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que se mostrou aberto para debater o assunto, mas ressaltou a necessidade de avaliar o efeito nas finanças públicas antes de qualquer mudança.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, no entanto, se posiciona contra a revogação da taxa. Em uma coletiva na quinta-feira, ele indicou que manter a cobrança é essencial para o equilíbrio da competição para a indústria nacional, além de salientar a importância de preservar os empregos.
Contexto
Estabelecida inicialmente para garantir competitividade ao comércio local frente a plataformas estrangeiras, a taxa virou uma fonte de receita significativa, gerando em 2025 aproximadamente 5 bilhões de reais para o governo.
Enquanto o debate prossegue, a expectativa é que qualquer alteração na taxa, seja uma revogação ou uma redução, necessitará da aprovação legislativa e da negociação de interesses divergentes no governo e entre os setores envolvidos. Pesquisas recentes indicam que a maioria da população vê essa taxa como um dos principais erros do governo Lula em seu atual mandato.
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