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política
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Governo Lula antecipa reação ao tarifaço dos EUA

Avaliação mostra cenário complicado nas negociações.

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 09:35
Governo Lula antecipa reação ao tarifaço dos EUA

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se antecipa à provável decisão negativa dos Estados Unidos sobre tarifas comerciais, mesmo que o discurso público indique o contrário. Nos bastidores, técnicos do governo reconhecem que as chances de reverter a situação são mínimas.

Com o prazo de decisão se aproximando, marcado para esta quarta-feira (15), o Brasil tem buscado diálogos diplomáticos, mas os especialistas acreditam que as discussões se tornaram mais desafiadoras com a utilização da Seção 301 pela administração americana, o que fortalece a posição dos EUA.

O governo Lula já elabora estratégias para gerenciar a situação caso as tarifas sejam oficialmente impostas.

Além de uma resposta institucional, a administração Lula planeja usar a situação para explorar politicamente a oposição na campanha eleitoral, vendendo a narrativa de que a atuação de figuras como o senador Flávio Bolsonaro contribuiu para a pressão de Washington.

Flávio, que solicitou a suspensão das tarifas em correspondência ao governo dos EUA, assim como suas viagens para argumentar contra a medida, podem ser usados como peças-chave na estratégia do governo para responsabilizar a oposição pelo atual embate comercial.

Contexto

A Seção 301 permite que o governo dos EUA imponha tarifas quando acredita haver injustiças comerciais. A decisão sobre a implementação de tarifas no Brasil está sendo monitorada com apreensão por diversas esferas governamentais.

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