Governo Lula apresenta plano contra crime organizado com investimento de R$ 11 bilhões
Iniciativa foca em asfixia financeira e segurança prisional

O governo federal lançou hoje o programa 'Brasil Contra o Crime Organizado', em um evento no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa visa combater o crime organizado por meio de um conjunto de ações abrangentes e um investimento de R$ 11 bilhões.
Pontos principais do programa
Durante a cerimônia, Lula assinou um decreto e quatro portarias que regulamentam a atuação do governo em áreas críticas, incluindo a asfixia financeira das facções criminosas, o aumento da segurança nos presídios, a melhoria na taxa de esclarecimento de homicídios e o combate ao tráfico de armas.
✨ Programas com recursos de R$ 1 bilhão do Orçamento 2026 e R$ 10 bilhões via BNDES.
O plano destina R$ 1 bilhão do orçamento deste ano e busca capitalizar outros R$ 10 bilhões através de empréstimos do BNDES, com a implementação sujeita à adesão dos governos estaduais. Os estados que se unirem ao programa terão acesso a financiamento mediante recursos federais.
Asfixia financeira das facções
Uma das prioridades é reduzir o poder financeiro do crime organizado. O governo procurará identificar e neutralizar empresas e redes logísticas utilizadas por esses grupos. O decreto criará a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional e ampliará o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), para coordenar melhor as iniciativas de segurança pública.
"Este plano vai destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções
Segurança nos presídios
O presidente também anunciou melhorias nas unidades prisionais, buscando igualar a segurança dos presídios estaduais à das unidades federais. A instalação de bloqueadores de celular e equipamentos modernos de revista são algumas das medidas que visam evitar que líderes de facções façam comandos a partir de trás das grades.
Aumento na resolução de homicídios
Outra meta é padronizar os registros de homicídios e aprimorar a troca de informações entre as polícias científicas, com o objetivo de aumentar a taxa de esclarecimento dos casos, que atualmente gira em torno de 36% no Brasil, bem abaixo da média global de 63%.
✨ Fortalecimento do Instituto Médico Legal está previsto nas ações.
Combate ao tráfico de armas
O programa também foca na restrição do acesso a armamentos por facções e milícias. A partir da criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), o governo espera intensificar as operações de combate a este crime.
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