Deputado eleito pelo PSOL-SP afirma que a esquerda deve se unir contra a extrema-direita.

O clima político atual, intensificado pela falta de reconhecimento da reeleição de Lula (PT) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pela fuga do candidato derrotado para os Estados Unidos, mobiliza novas vozes na Câmara. O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) enfatiza a importância de a esquerda focar em soluções práticas para as demandas do povo brasileiro.
Em entrevista concedida à CartaCapital, Cortez alertou que discorrer apenas sobre democracia como um conceito abstrato não é suficiente para gerar avanços: 'A prioridade deve ser o combate ao elevado custo de vida, a realidade palpável das pessoas'.
O parlamentar celebrou o fim da escala 6×1, uma das metas do governo Lula, ressaltando que esse progresso foi alcançado graças à mobilização popular: 'Conseguimos formar uma maioria social em torno dessa pauta, emparedando um Congresso que nos considerava minoria, forçando-o a aprovar a medida e colocando a extrema-direita na defensiva'.
✨ Cortez chamou a atenção para a crescente bancada do PL, que elegeu 121 deputados e 29 senadores, configurando a maior representação desde 1985. Ele enfatizou a necessidade de aliança entre os progressistas para isolar a extrema-direita.
Referindo-se ao engajamento da juventude durante os protestos em apoio a Lula após o primeiro turno, Cortez destacou a necessidade de continuar a organizar a juventude progressista. 'Precisamos oferecer um projeto que aborde os problemas concretos enfrentados por esta geração', afirmou.
Por fim, Cortez expressou esperança de que o aprendizado coletivo das recentes mobilizações mantenha-se vivo: 'Conclamo a todos que participaram dessa luta por Lula, nas ruas, universidades, e nas redes, a manter essa chama forte e ativa para os desafios que virão'.
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