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política
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Hugo Motta aposta em nova PEC de jornada de trabalho esta semana

Medida pode impactar setores como agroindústria e pequenos negócios

Camila Souza Ramos26 de maio de 2026 às 16:10
Hugo Motta aposta em nova PEC de jornada de trabalho esta semana

O presidente da Câmara, Hugo Motta, garantiu nesta terça-feira (26) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1 tem potencial para ser votada ainda esta semana.

Motta, em entrevista à CNN, destacou que a proposta não só já possui apoio para votação, como também avançará na comissão especial. Ele enfatizou que o texto garante dois dias de folga na semana sem diminuição salarial.

Convergência Política e Prazos

Apesar de alguns possíveis desentendimentos durante a tramitação, Motta acredita que há um consenso político ao redor da medida. Ele também afirmou que o prazo de transição de 60 dias proposto não será alterado, assegurando que essa mudança não afetará negativamente a economia durante a adaptação.

A nova emenda poderá possibilitar regulamentações futuras por meio de projetos de lei, com exceções para setores que enfrentem dificuldades para se adaptar à nova jornada.

Os detalhes sobre quais segmentos poderiam ter adaptações específicas ainda não foram divulgados. Além disso, não existem estimativas oficiais sobre o impacto econômico, custos de contratação ou consequências sobre a produtividade nos diversos setores.

Implicações para o Agronegócio

A discussão sobre a jornada de trabalho pode ter grandes repercussões para o agronegócio, especialmente em setores que funcionam continuamente, como frigoríficos e agroindústrias. Mudanças na jornada podem impactar a formação de turnos, a necessidade por novas contratações e os custos operacionais.

Motta também considerou a possibilidade de permitir que microempreendedores individuais contratem um funcionário adicional devido à diminuição da carga horária, mas ainda não foram fornecidos detalhes concretos sobre esse aspecto.

Até o momento, a discussão é baseada em declarações de apoio à proposta, sem a apresentação de um texto final unificado ou de estudos técnicos que analisem os efeitos na economia.

Os desdobramentos dessa proposta dependem da votação nas instâncias adequadas, e sem uma versão final da PEC e regulamentações adicionais, é impraticável quantificar os impactos para o agropecuário e a agroindústria.

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