Voltar
política
2 min de leitura

Jaques Wagner defende origem legal de dólares apreendidos pela PF

Senador nega vínculos com Banco Master e declara confiar nas investigações

Ricardo Alves18 de junho de 2026 às 17:40
Jaques Wagner defende origem legal de dólares apreendidos pela PF

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, declarou nesta quinta-feira (18) que os dólares confiscados pela Polícia Federal durante a nona fase da Operação Compliance Zero têm origem em diárias recebidas em decorrência de suas viagens internacionais como parlamentar.

Em entrevista à BandNews, o senador negou qualquer envolvimento com o Banco Master e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe ofereceu apoio após se tornar alvo da operação. Ele ressaltou que acompanha os procedimentos da PF com serenidade e que está à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça.

Jaques revelou ter recebido cerca de US$ 70 mil em diárias desde 2019, com os valores guardados em envelopes identificados com o timbre do Senado.

Wagner explicou que nunca recebeu dinheiro de terceiros e que está seguro quanto à origem dos valores. Entre 2019 e 2026, ele realizou 27 viagens internacionais, recebendo um total de R$ 338,7 mil em diárias. Em resposta a questões sobre uma negociação de compra de um apartamento em Salvador, ele afirmou que o imóvel estava destinado a sua filha e que o acordo feito com o banqueiro Augusto Lima nunca resultou em transferência patrimonial.

"

Não houve nenhuma transferência de patrimônio para mim, não tenho, repito, nenhum negócio com o Master ou com o Cred Cesta, afirmando que os negócios de banco foram conduzidos de maneira independente do senador.

Contexto

A Operação Compliance Zero investiga possíveis irregularidades financeiras e foi desencadeada em resposta a fraudes identificadas em transações bancárias, envolvendo políticos e instituições financeiras.

A assessoria do senador reforçou que ele nunca foi réu ou acusado em qualquer processo relacionado às investigações e reafirmou a legalidade dos valores apreendidos, que são fruto de diárias devidamente registradas e não utilizadas em missões oficiais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política