Decisão foi tomada em votação unânime de quatro desembargadores

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu por 4 votos a 0 nesta quinta-feira (3) pela rejeição do registro da candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF. Essa decisão já representa a maioria necessária para barrar a candidatura do ex-governador, embora o julgamento ainda não tenha sido finalizado até as 18h10.
Antes do julgamento, Arruda indicou que estava disposto a manter sua campanha e pretendia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O g1 aguarda uma nova declaração do ex-governador sobre a situação.
O desembargador eleitoral Guilherme Pupe, relator do caso, votou a favor da rejeição, sendo acompanhado pelos demais desembargadores André Puppin, Asiel Henrique de Sousa, Angelo Passareli e Leonor Aguena. Pupe destacou que Arruda possui sete condenações por improbidade administrativa, e, embora não todas sejam conexas, a contagem das inelegibilidades deve começar após a segunda condenação, ocorrida em 2018 ou a mais recente de junho de 2026.
✨ A decisão do TRE-DF irá impedir a candidatura de Arruda nas eleições deste ano.
O presidente do TRE-DF, desembargador Angelo Passareli, respondeu a críticas sobre a integridade da corte, afirmando que existe uma pluralidade na composição do tribunal e que não tolerará dúvidas sobre sua imparcialidade. O desembargador Néviton Guedes optou por se declarar suspeito, pois havia atuado em casos relacionados à operação Caixa de Pandora.
Os argumentos contra Arruda, apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, sustentam que ele permanece inelegível até 2030 devido às condenações, embora a defesa busque que as determinações legais mais recentes sejam aplicadas a seu favor.
Por outro lado, a defesa de Arruda argumentou que as recentes alterações na Lei da Ficha Limpa não se aplicam a casos já decididos.
"Registrei minha candidatura absolutamente dentro da lei vigente. Estou elegível e confio na Justiça
José Roberto Arruda está envolvido em polêmicas desde que se filiou ao PSD em dezembro de 2025, e sua elegibilidade é questionada em virtude de suas condenações anteriores. A situação da candidatura continua incerta enquanto o ex-governador se prepara para recorrer das decisões atuais.
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Jornalista especializado em Política

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