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política
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José Velloso critica proposta que altera jornada de trabalho

Presidente da Abimaq aponta riscos econômicos e falta de transição

Fernanda Lima27 de maio de 2026 às 16:25
José Velloso critica proposta que altera jornada de trabalho

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, expressou suas preocupações em um vídeo, criticando as negociações a respeito da proposta que sugerem a eliminação da escala de trabalho 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. Ele considera essa medida um retrocesso em relação à reforma trabalhista de 2017 e alerta para seus potenciais efeitos econômicos negativos.

Velloso fez essas declarações após uma reunião em Brasília com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros senadores, incluindo Tereza Cristina e Rogério Marinho. Segundo ele, o setor industrial está preocupado que o Senado siga o mesmo caminho da Câmara dos Deputados, onde, segundo ele, especialistas e representantes da economia não foram ouvidos corretamente durante o processo.

A proposta carece de um período de transição para adaptação das empresas às novas regras.

Um dos principais pontos levantados por Velloso é a falta de um período de transição. Ele enfatizou que, após a promulgação da emenda constitucional, as empresas só teriam 60 dias para implementar a redução da jornada semanal e nenhuma margem de tempo para se adaptarem ao fim da escala 6×1. Essa situação poderia colocar em risco a operação de setores como comércio, saúde e aviação, que teriam dificuldades para replanejar suas escalas.

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‘Como vai fazer um pequeno empresário, um microempresário, uma loja de varejo ou um hospital?’

José Velloso

O presidente da Abimaq alertou ainda que a possível elevação de custos resultante dessas mudanças poderia ser repassada tanto aos consumidores quanto aos trabalhadores. Ele ressaltou que a proposta pode incentivar a contratação de funcionários temporários para cobrir os períodos não trabalhados, o que poderia resultar em uma maior precarização do mercado de trabalho.

Além disso, a Abimaq destacou que a fixação dessas regras diretamente na Constituição poderia complicar futuros ajustes setoriais específicos, dificultando a adaptação às necessidades do mercado.

A Abimaq intensificará articulações políticas para influenciar a decisão do Senado.

A Abimaq anunciou que irá intensificar suas articulações políticas em Brasília. Velloso informou que representantes da entidade têm participado de encontros com a Frente Parlamentar da Agropecuária e a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas. O presidente do Senado se comprometeu a garantir uma tramitação justa e democrática, onde os diferentes setores possam ser escutados. Contudo, a Abimaq teme que a tramitação da proposta de emenda constitucional limite o tempo para uma discussão aprofundada sobre suas consequências.

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