Abimaq alerta sobre PEC que reduz jornada de trabalho e seus impactos
Entidade destaca custos adicionais e propõe negociação coletiva

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) expressou preocupação quanto à tramitação da proposta de Emenda Constitucional (PEC) que sugere a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a eliminação da escala 6x1.
A Abimaq aponta que essa mudança pode gerar um aumento médio de 12,7% nos custos com mão de obra para o setor, o que pode ser transferido aos consumidores, elevando a inflação e diminuindo o poder aquisitivo dos trabalhadores. Essa situação contraria os objetivos da própria proposta.
✨ Impacto significativo: A PEC pode aumentar custos e prejudicar o poder de compra.
Apesar de reconhecer a importância do diálogo sobre a qualidade de vida laboral, a associação alerta para as graves falhas do relatório que já passou pela Câmara dos Deputados. Um dos pontos levantados é a falta de um período de transição adequado, visto que os 60 dias sugeridos não seriam suficientes para que as empresas se adaptassem, especialmente em um contexto de pleno emprego e muitas vagas ainda abertas.
A entidade também critica a rigidez das regras propostas, que poderiam dificultar a regulamentação de particularidades setoriais. Segundo os representantes da Abimaq, a negociação coletiva é a abordagem mais adequada para lidar com a jornada de trabalho, sendo um modelo já eficiente no setor.
"Entre julho de 2024 e junho de 2025, mais de 6.192 instrumentos coletivos abordaram a jornada de trabalho, permitindo que o setor opere em média 42 horas semanais sem imposições legais.
Por fim, a Abimaq solicita ao Senado que conduza a discussão da PEC com a seriedade e a atenção técnica necessárias para garantir que todos os setores sejam adequadamente ouvidos durante o processo.
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