Juiz proíbe defesa de Maduro de compartilhar provas com foragidos
Decisão impacta estratégia legal do ditador venezuelano em Nova York

O juiz federal Alvin K. Hellerstein, responsável pelo processo criminal contra Nicolás Maduro em Nova York, impôs uma nova restrição à defesa do líder venezuelano ao proibir que seus advogados compartilhassem provas com réus que estão foragidos.
Na terça-feira (7), a ordem judicial foi divulgada, evidenciando a preocupação do juiz com a segurança das testemunhas e a integridade da investigação. Hellerstein ressaltou que as evidências não podem ser enviadas a nenhum réu ainda não preso, nem a seus representantes legais, afirmando que isso não é necessário para preparar uma defesa adequada.
✨ A decisão reforça a posição da promotoria, que solicitou tal limitação devido a riscos potenciais envolvidos.
Essa medida inclui indivíduos como Diosdado Cabello, atual ministro do Interior, e Nicolás Maduro Guerra, filho mais velho de Maduro, que ainda não estão detidos. Ambos, assim como Ramón Rodríguez Chacín, também réus no caso, negam as acusações feitas contra eles.
Os promotores também acusam Héctor Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", suspeito de liderar a gangue criminosa Tren de Aragua, que foi rotulada como organização terrorista pelo governo dos EUA.
Esta é a segunda derrota recente para Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados em uma operação militar americana em Caracas e estão em custódia em Nova York há mais de 90 dias. Eles enfrentam graves acusações relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, mas insistem em sua inocência.
No final de março, o juiz Hellerstein já havia negado o pedido da defesa para arquivar o caso, argumentando que o governo dos EUA não está obstruindo a defesa ao não permitir que o governo venezuelano custeie os honorários advocatícios. Embora tenha prometido emitir uma decisão sobre a viabilidade desse pedido, Hellerstein enfatizou que isso não impacta o andamento do processo.
Durante as audiências, promotores acusaram o casal de "safar a riqueza da Venezuela", enquanto a defesa reclamou da incapacidade financeira de Maduro e Flores para arcar com os custos legais, reiterando a necessidade de apoio do governo de Caracas.
Contexto
Atualmente, Delcy Rodríguez está exercendo o cargo de líder interina da Venezuela, após a prisão de Maduro, um período que já ultrapassa os 90 dias, permitindo uma possível prorrogação pela Assembleia Nacional.
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