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política
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Keir Starmer enfrenta pressão por denúncias de mentiras ao Parlamento

Cobranças por renúncia aumentam diante de novas revelações sobre embaixador.

Gabriel Rodrigues17 de abril de 2026 às 09:45
Keir Starmer enfrenta pressão por denúncias de mentiras ao Parlamento

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se vê sob intensa pressão após serem feitas novas reivindicações por sua renúncia devido a alegações de que ele mentiu ao Parlamento, relacionadas ao ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson.

A crise se agravou depois que foi revelado que Starmer havia indicado Mandelson para o cargo em Washington, enquanto o demitiu em setembro do ano passado por ter supostamente mentido sobre suas ligações com Jeffrey Epstein, um notório criminoso sexual.

Desdobramentos das Revelações

Na quinta-feira, o jornal The Guardian informou que o Ministério das Relações Exteriores havia aprovado a nomeação de Mandelson para 2025, mesmo após uma avaliação negativa do serviço de antecedentes. Como resultado, Starmer demitiu Olly Robbins, que liderava os serviços diplomáticos.

Starmer descreveu como "imperdoável" não ter recebido a totalidade das informações sobre a avaliação de Mandelson antes de sua nomeação.

Em declarações feitas em Paris, onde participou de uma reunião internacional sobre o Estreito de Ormuz, Starmer expressou furor, alegando que ninguém no seu governo tinha conhecimento dos problemas relacionados à nomeação até recentemente.

Os comentários de Starmer surgem em um momento em que sua popularidade despencou desde que assumiu o cargo em julho de 2024, mesmo com as próximas eleições municipais se aproximando.

Consequências Políticas

A líder conservadora da oposição, Kemi Badenoch, declarou nas redes sociais que Starmer comprometeu a segurança nacional e deveria resignar-se. Na política britânica, fazer declarações enganosas ao Parlamento é visto como um ato grave, o que intensifica a pressão sobre o premiê.

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