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economia
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Governo Lula intensifica busca por novos mercados após tarifas dos EUA

Iniciativa visa minimizar impactos das novas barreiras comerciais.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 11:20
Governo Lula intensifica busca por novos mercados após tarifas dos EUA

Diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo Lula está acelerando sua estratégia para abrir novos mercados para as exportações do Brasil. Enquanto mantém diálogo com Washington, o foco é aumentar a presença de empresas brasileiras em outros destinos e desbloquear acordos comerciais prioritários.

A situação ganhou urgência após a aplicação de uma tarifa de 25% em certos produtos brasileiros e à espera de uma possível sobretaxa adicional de 12,5%. Durante o anúncio do programa Brasil Soberano, Lula enfatizou a busca por alternativas, afirmando: 'Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque vamos procurar outros compradores.'

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Vamos procurar novos compradores

Presidente Lula

O ministro Márcio Elias Rosa, responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também reforçou essa estratégia. Após reuniões com setores impactados pelas tarifas, destacou que, além das negociações com os EUA, o governo está conversando com diversos países para explorar novas oportunidades de negócios.

73% das empresas brasileiras que exportam para os EUA estão acessando novos mercados.

Contexto Adicional

Desde o ano passado, 73% das aproximadamente 2.400 empresas brasileiras que vendem para os EUA começaram a explorar outros mercados, com um aumento de mais de 40% nas exportações para 54 destinos este ano.

Com a ApexBrasil programando uma iniciativa para promover a presença brasileira no exterior, o governo espera minimizar os impactos das tarifas e ampliar o acesso a mercados internacionais. A conclusão de acordos comerciais também é prioridade, com negociações avançadas com países como os Emirados Árabes Unidos e o Canadá.

Além disso, o Brasil está retomando conversas com a Coreia do Sul e expandindo relações comerciais com parceiros asiáticos, aumentando sua diversificação após os recentes acordos do Mercosul com a União Europeia e o Efta.

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