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política
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Lula destaca papel de países ricos em cadeia produtiva de minerais

Presidente brasileiro pede maior envolvimento na industrialização

Gabriel Rodrigues16 de junho de 2026 às 16:20
Lula destaca papel de países ricos em cadeia produtiva de minerais

Em um pronunciamento durante a Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que países com depósitos de minerais essenciais devem participar das fases mais avançadas da cadeia produtiva, como industrialização e desenvolvimento de tecnologia. Essa declaração surge em meio às conversas sobre a diminuição da dependência da China nesse setor.

Lula alertou que as transições energética e digital não devem repetir o histórico de concentração de benefícios econômicos. "Os países que detêm minerais críticos precisam se envolver nas etapas de maior valor agregado, promovendo a industrialização e a transferência de tecnologia necessárias para suas economias", afirmou.

Brasil defende diversificação e valorização das reservas minerais para garantir desenvolvimento econômico.

A intervenção de Lula também foi um chamado à ação aos países desenvolvidos, que buscam acesso a recursos como lítio, níquel e terras raras, essenciais para tecnologías como baterias e equipamentos militares. O G7 tem intensificado esforços para criar mecanismos que assegurem a oferta desses minerais, sem depender exclusivamente da China.

Contexto

O Brasil está em processo de implementação de uma nova política nacional para minerais críticos, buscando aumentar o papel do Estado na atividade e incentivar a industrialização local.

O governo brasileiro acredita que novos acordos internacionais devem contemplar não só o fornecimento de matéria-prima, mas também o investimento em processos de beneficiamento e valor agregado. Essa abordagem tem guiado as negociações do Brasil com países como Índia, Arábia Saudita e Coreia do Sul.

A proposta de nova política para minerais críticos atualmente analisada no Senado visa fortalecer a capacidade do governo em definir prioridades e promover a agregação de valor na produção e exportação desses recursos. Com isso, o governo deseja evitar que o Brasil se limite a ser um simples fornecedor de insumos, garantindo também um espaço maior nas cadeias produtivas globais.

Esse tema se torna ainda mais relevante em um cenário geopolítico onde minerais críticos são vistos como ativos valiosos. Países desenvolvidos buscam cadeias produtivas mais seguras, enquanto nações ricas em minerais tentam assegurar que possam receber uma parte maior dos benefícios gerados nesse contexto.

O Brasil se posiciona de forma competitiva, contando com grandes reservas minerais, fontes de energia renovável e uma autonomia diplomática que possibilita negociações diversificadas com várias economias mundiais, visando atrair investimentos sustentáveis.

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