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Tarifa de 25% dos EUA preocupa indústria brasileira de máquinas

A medida pode ameaçar a competitividade e a interdependência comercial

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 14:10
Tarifa de 25% dos EUA preocupa indústria brasileira de máquinas

A recente decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos originários do Brasil está gerando apreensão na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a medida entrará em vigor em 22 de julho de 2026, e pode impactar tanto as empresas brasileiras quanto as norte-americanas que fazem parte de cadeias produtivas interligadas.

Essa tarifa foi instituída durante uma investigação sob a Seção 301 do Trade Act de 1974, apontando políticas brasileiras referentes ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, e propriedade intelectual como injustas. Embora a tarifa se aplique geralmente a importações brasileiras, alguns produtos estarão isentos, incluindo aeronaves, produtos farmacêuticos e semicondutores.

Os EUA são o principal destino para as exportações brasileiras de máquinas, com um volume de aproximadamente US$ 3,2 bilhões em 2025.

Para a ABIMAQ, essa tarifa pode resultar em aumento de custos de produção, desvantagens competitivas e redução de novos investimentos. A entidade destaca que as propriedades de produção e as relações comerciais estabelecidas entre Brasil e EUA são fundamentais, com um fluxo significativo de bens fabricados no Brasil sendo utilizados pelas indústrias americanas.

Representantes da indústria norte-americana solicitaram durante uma consulta pública a exclusão de máquinas e equipamentos das tarifas, argumentando que a tributação desses bens poderia comprometer a competitividade da manufatura nos EUA e afetar o emprego no setor. O USTR reconheceu esses riscos ao considerar algumas exclusões para evitar desorganizações nas cadeias produtivas.

A ABIMAQ defende que as divergências comerciais entre Brasil e EUA sejam tratadas através de negociações diretas, ao invés de medidas unilaterais que possam prejudicar ainda mais as relações comerciais. A associação continuará monitorando a implementação da tarifa e buscará aumentar as exclusões de máquinas e equipamentos, visando manter a competitividade da indústria.

Contexto das Relações Comerciais

Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram cerca de US$ 3,2 bilhões, enquanto as exportações dos EUA para o Brasil foram de aproximadamente US$ 4,8 bilhões, evidenciando a interdependência entre os mercados.

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