Durante conversa cordial, Lula critica tarifas dos EUA e propõe união no combate ao crime.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma conversa telefônica com o presidente norte-americano Donald Trump na manhã desta sexta-feira, 21 de janeiro. O diálogo, que durou 1 hora e 20 minutos, foi descrito como cordial pelo Palácio do Planalto.
Durante a conversa, Lula categoricamente reprovou as tarifas impostas pelos Estados Unidos, classificando as alegações que as fundamentaram como "infundadas". As medidas, determinadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), basearam-se em questões como desmatamento e práticas trabalhistas, todas refutadas pelo presidente brasileiro.
✨ Lula enfatizou que as tarifas prejudicam as economias de ambos os países e defendeu a continuidade das negociações.
Trump, por sua vez, expressou concordância sobre a importância de preservar as relações comerciais entre os dois países. Ele sugeriu que equipes técnicas se reúnam em breve para discutir soluções e esclarecer os pontos em conflito.
Além das questões comerciais, a segurança pública também foi tema da conversa. Lula reiterou ao presidente Trump o interesse do Brasil em colaborar no combate ao crime organizado, diferenciando facções criminosas de organizações terroristas.
Lula mencionou que o Brasil está utilizando estratégias legais para confrontar essas facções, com a apreensão de cerca de R$ 17 bilhões em bens. Ele também falou sobre a proposta de transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima e da aprovação da Lei Antifacção, que facilita apreensões de bens de criminosos.
O presidente brasileiro ainda apresentou a proposta de emenda à Constituição que busca ampliar a atuação do governo federal junto aos estados na área de segurança. Por fim, ele comentou sobre a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia para integrar ações de segurança na região.
Trump mostrou-se receptivo à proposta e prometeu designar membros de alta hierarquia para aprofundar a colaboração entre os dois países no setor.
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