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política
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Lula não se opõe à participação de Milei em convenção do PL

Presidente argentino pode impactar candidatura de Flávio Bolsonaro

Gabriel Rodrigues25 de julho de 2026 às 04:15
Lula não se opõe à participação de Milei em convenção do PL

O governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva não vê objeções na participação do presidente argentino Javier Milei na convenção nacional do PL, onde Flávio Bolsonaro será confirmado como o candidato à presidência. Esta informação foi fornecida por fontes diplomáticas do governo.

A convenção do PL está marcada para ocorrer neste sábado em São Paulo. Apesar do sinal verde para Milei, o Palácio do Planalto se prepara para responder a possíveis comentários do presidente argentino sobre questões eleitorais e políticas internas brasileiras.

A presença de Milei pode gerar um impacto significativo na estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro.

Em relação à candidatura de Flávio, ele chega à convenção sem um vice definido, o que em parte é resultado de negociações para ampliar sua base de apoio. Flávio deseja que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher, buscando assim aumentar sua identificação com o eleitorado feminino, onde ele possui menor apoio.

A senadora Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura, recusou o convite para ser vice, pois deseja se candidatar à presidência do Senado em 2027 e acredita que a participação na campanha prejudicaria seus planos.

Além disso, Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, comunicou a Flávio que a federação entre o PP e o União Brasil optará pela neutralidade na eleição presidencial, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Essa decisão está relacionada a alianças estaduais que podem ser formadas em apoio a candidatos de diferentes faixas políticas.

A expectativa da campanha é anunciar um vice até a data limite das coligações em 5 de agosto. As incertezas nas alianças políticas e a crise interna do PL em relação à candidatura de Flávio podem influenciar essa escolha.

Contexto

O governo Lula tem buscado neutralizar apoios que poderiam proporcionar vantagens a Flávio Bolsonaro, como recursos e tempo de mídia, numa estratégia para garantir uma disputa mais equilibrada nas próximas eleições.

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