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Agronegócio
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Agronegócio brasileiro mobiliza-se contra tarifas dos EUA até julho

Setor produtivo tenta evitar sobretaxas que podem aumentar custos das exportações

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 09:15
Agronegócio brasileiro mobiliza-se contra tarifas dos EUA até julho

Representantes do agronegócio brasileiro intensificaram suas ações em Washington diante da iminente decisão do governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma tariffa adicional de 25% sobre produtos do Brasil. Caso implementadas, essa e uma possível tarifa de 12,5% relacionada a alegações de trabalho forçado podem aumentar significativamente os custos das exportações brasileiras.

Contexto das Tarifas em Debate

A mobilização do setor privado brasileiro ocorre dentro de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), conforme a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa legislação permite a investigação e a possível aplicação de sanções comerciais a nações que praticam comércio desleal.

As tarifas propostas podem ter impactos negativos também para a economia americana, elevando custos e pressionando a inflação.

Durante as audiências semanais, diversas entidades brasileiras argumentaram que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é complementar, não concorrencial. Alertaram que as tarifas podem gerar impactos prejudiciais não apenas para o Brasil, mas também para a economia americana, aumentando custos para empresas e diminuindo a competitividade.

Posicionamentos do Setor

Marcos Matos, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), destacou que as discussões atuais estão em um nível mais técnico em relação a 2025, quando o café brasileiro enfrentou uma proposta de tarifa de 50%. Ele notou que autoridades americanas demonstraram preocupação com os efeitos econômicos das tarifas sobre a indústria e consumidores americanos.

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As tarifas propostas podem gerar impactos negativos também para a economia americana.

Marcos Matos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou argumentos contrários às acusações do USTR, enfatizando que a competitividade do agronegócio brasileiro é resultado da produtividade e não do desmatamento. A entidade defende que a relação comercial entre os países é crítica e também declarou que os EUA continuam sendo um parceiro comercial vital para o Brasil.

Reações e Defesas

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) desafiou as acusações sobre desmatamento, citando estudos que mostram que a maior parte do território nacional ainda possui vegetação nativa. Destacou ainda a eficácia do sistema de monitoramento ambiental do Brasil, que utiliza dados de satélites.

A Amcham Brasil, representando o setor empresarial, sugeriu uma saída negociada entre os dois países. A entidade alertou que a implementação das tarifas aumentaria os custos da indústria americana e beneficiaria concorrentes asiáticos.

A decisão final sobre as tarifas deve ser anunciada até 15 de julho.

Enquanto isso, as entidades brasileiras ainda poderão enviar documentos adicionais ao USTR para reforçar seus argumentos e evitar a imposição das tarifas, que poderiam comprometer uma relação comercial considerada estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

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