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política
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Lula reprova classificações dos EUA sobre facções criminais

Presidente defende soberania e combate crime organizado no país

Carlos Silva29 de maio de 2026 às 13:40
Lula reprova classificações dos EUA sobre facções criminais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seu descontentamento nesta sexta-feira (29), afirmando que o Brasil não aceitará interferências externas no combate ao crime organizado, em resposta à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas.

Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA, que tem à frente Marco Rubio, fez um anúncio classificando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. Esta foi a primeira declaração pública de Lula sobre o assunto, durante um evento em Sergipe, onde enfatizou a importância da soberania nacional.

“Não aceitamos ser tratados como moleques”, declarou Lula, reafirmando sua posição contra a intervenção internacional.

Reações do governo e combate ao crime

O Planalto também emitiu uma nota imediatamente após a declaração de Lula, ressaltando suas iniciativas no enfrentamento ao crime organizado e criticando a viagem de membros da família Bolsonaro aos EUA para promover a intervenção estrangeira. No comunicado, o governo expressou que esse tipo de ação pode prejudicar o combate ao crime e a segurança pública no Brasil.

Durante seu discurso, Lula expressou sua tristeza com a decisão norte-americana, citando a real ameaça que facções como CV e PCC representam, especialmente para comunidades periféricas. Ele afirmou que essas organizações serão combatidas de forma interna conforme as leis brasileiras vigentes.

Questões de lavagem de dinheiro e tráfico

O presidente também mencionou um estudo sobre lavagem de dinheiro, que aponta o estado de Delaware, nos EUA, como um destino para a movimentação ilegal de recursos brasileiros. Segundo a Polícia Federal, facções criminosas utilizam esse paraíso fiscal para evitar a tributação e trazer o dinheiro 'lavado' de volta ao Brasil.

Lula ainda tocou na situação de Alexandre Ramagem, ex-deputado federal em situação de fuga após ser condenado, que está nos Estados Unidos aguardando um pedido de asilo. Ele pediu às autoridades americanas para extraditar Ramagem e outros criminosos brasileiros vivendo em território norte-americano.

"

Precisamos de colaboração no combate ao crime. Entreguem-nos aqueles que estão lá, começando pelo maior contrabandista de combustíveis, Ricardo Magro.

Lula critica ainda a recente reunião de Flávio Bolsonaro com Trump, afirmando que essa atitude é uma traição aos interesses da pátria.

A resposta do Departamento de Estado dos EUA

A decisão de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas foi ratificada pelo Departamento de Estado dos EUA. Essa classificação requer a aprovação final do secretário de Estado, sugere que a ação foi previamente aprovada em níveis altos do governo americano.

Em resposta à posição do Brasil, a nota da Casa Branca indica a necessidade de abordagens colaborativas no combate ao crime, sublinhando que ações unilaterais podem ter efeitos contrários e prejudiciais.

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