Governo critica Bolsonaro e reafirma soberania após US classificar facções como terroristas
Palácio do Planalto condena defesa de intervenção estrangeira pela família Bolsonaro

O governo brasileiro expressou descontentamento com a atuação da família Bolsonaro nos Estados Unidos, após a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (29), o Palácio do Planalto chamou a postura da família Bolsonaro de 'deplorável', citando que seus integrantes visitaram os EUA para promover a intervenção estrangeira no Brasil.
Reafirmação da Soberania
Essa declaração acompanha a decisão do governo dos EUA, que ocorreu na quinta-feira (28), logo após um encontro do senador Flávio Bolsonaro com o presidente americano. O governo brasileiro reitera que a luta contra o PCC e o CV é prioridade, enfatizando que busca um combate firme contra essas organizações criminosas, que ameaçam a segurança pública.
✨ O Brasil é uma nação soberana que nega qualquer forma de intervenção externa.
A nota também explicou que o crime organizado transgride fronteiras, exigindo uma colaboração internacional efetiva. O Brasil já havia apresentado ao Departamento de Estado dos EUA, em abril, uma proposta que se concentra na cooperação em inteligência e no combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
Posição sobre Medidas Externas
O Planalto considera inaceitável o uso de medidas arbitrárias de outros países para justificar ataques à soberania nacional e à economia do Brasil. O governo argumenta que ações unilaterais podem prejudicar o combate ao crime e colocar em risco a vida de pessoas inocentes.
"A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos.
O governo destacou ainda que recentemente aprovou uma lei que prevê penas severas para membros de facções criminosas, buscando endurecer o combate a esse tipo de violência. Ao final, a mensagem do Planalto é clara: qualquer intervenção em assuntos brasileiros deve ser discutida em parceria e jamais imposta.
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