Lula sanciona lei com penas mais severas para crimes como furto e roubo
Novas regras preveem punições rigorosas e inovações legais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova legislação que endurece as penas para crimes como furto, roubo e estelionato, além de adotar medidas mais rígidas contra ofensas digitais. A Lei 15.397, de 2026, publicada no Diário Oficial da União, gera um impacto significativo na segurança pública ao rever as punições associadas a esses delitos.
Mudanças nas Penas
Com a nova norma, a pena para furto geral passa de um a quatro anos de reclusão para um a seis anos. Para furtos ocorrendo à noite, essa pena é aumentada pela metade. Casos mais graves, como furtos que afetam serviços públicos essenciais, podem acarretar penas de dois a oito anos.
Além disso, o roubo terá punições mais severas, com penas aumentando de quatro a dez anos para seis a dez anos. Se o criminoso utilizar violência ou se o ato resultar em lesões a vítimas, a pena pode ser elevada em até 50%.
✨ A pena para latrocínio agora varia de 24 a 30 anos, enquanto a compra de itens roubados pode resultar em até seis anos de detenção.
Novidades no Combate a Crimes Virtuais
A legislação também inova ao criar a figura do crime de ‘cessão de conta laranja’, que trata do empréstimo de contas bancárias para movimentação de dinheiro proveniente de atividades ilícitas. A pena proposta para este crime é de quatro a oito anos de reclusão.
Contexto Adicional
Essa reforma legal foi originada do PL 3.780/2023, proposto pelo deputado Kim Kataguiri, e recebeu apoio significativo no Senado, refletindo uma preocupação crescente com a segurança pública no Brasil.
O presidente vetou a parte que previa o aumento de pena para roubos resultantes em lesão grave, justificando que isso poderia resultar em uma pena mínima superior à do homicídio qualificado. O veto, agora, será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional.
Expectativas e Reações
O senador Efraim Filho, que relatou o projeto, ressaltou a importância de proporcionar aos juízes ferramentas legais adequadas para punir delitos que afetam a sociedade brasileira. Ele defendeu a urgência em aprovar essa legislação para coibir práticas criminosas que têm gerado insegurança nas famílias.
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