Marcha do Orgulho em Budapeste é liberada pela polícia húngara
Novo governo aprova marcha após proibição no ano anterior

A polícia de Budapeste confirmou que a marcha do Orgulho LGBTQIA+ programada para junho deste ano não será proibida, diferentemente do que ocorreu em 2025.
O evento, que foi vetado pelo governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, representa uma mudança significativa na postura do novo governo sob liderança do conservador Péter Magyar.
Após obter uma vitória eleitoral, Magyar prometeu iniciar uma 'nova era' para a Hungria, buscando governo inclusivo e para todos, em contraste com a retórica antiliberal de Orbán que dominou o país por 16 anos.
✨ Mais de 200.000 pessoas participaram da marcha do Orgulho em 2025, desafiando a proibição e sinalizando resistência à repressão dos direitos LGBTQIA+.
Os organizadores da marcha apresentaram uma notificação formal à polícia em 27 de junho, que tinha um prazo de 48 horas para decidir acerca da autorização do evento.
A polícia declarou à AFP que não encontrou motivos legais para vetar a marcha durante as consultas com os organizadores.
Apesar da notícia positiva, Péter Magyar ainda não manifestou apoio explícito à comunidade LGBTQIA+ nem revogou as leis prejudiciais implementadas por Orbán.
Contexto
No mês passado, o Tribunal de Justiça da União Europeia determinou que as leis de 2021, que foram usadas para proibir a marcha do Orgulho, não estavam em conformidade com as normas da União.
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