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política
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MDB e PDT negam controle sobre emendas parlamentares

Partidos informam ao STF que não gerenciam recursos destinados a emendas

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 16:20
MDB e PDT negam controle sobre emendas parlamentares

O MDB e o PDT informaram ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que não possuem qualquer mecanismo para a definição ou gestão de emendas parlamentares. Essa declaração é uma resposta a uma determinação do ministro, que buscava esclarecimentos sobre o controle de recursos públicos.

Carlos Lupi, presidente do PDT, ressaltou que todos os procedimentos do partido estão rigorosamente definidos em seu estatuto, não havendo qualquer previsão que atribua a poderes internos a gestão das emendas. Ele enfatizou que não há ingerência da presidência ou de qualquer órgão partidário nesse processo.

Ambos os partidos refutam qualquer controle sobre a destinação de emendas parlamentares.

Da mesma forma, o MDB afirmou que sua presidência não delibera sobre o uso das emendas, pois essa responsabilidade cabe ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo. O partido reforçou a necessidade de que cada emenda passe pelo processo de admissibilidade e execução apropriados.

Além disso, o PSDB e o PSD também confirmaram ao ministro que não exercem controle sobre as emendas destinadas a seus parlamentares.

A movimentação acontece na esteira da determinação de Flávio Dino, que solicitou aos dirigentes partidários que clarifiquem seu papel no gerenciamento e na execução das emendas. Essa solicitação foi feita após a investigação que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões dos bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, acusado de desvio de recursos.

Contexto da Investigação

Valdemar Costa Neto, com a ajuda de três funcionários da Câmara, é suspeito de ter desviado ao menos 21 emendas parlamentares, totalizando R$ 119,2 milhões. As acusações envolvem a escolha de beneficiários das verbas federais, o que gerou questionamentos sobre a ética na gestão desses recursos.

Após a operação, o dirigente afirmou que outras lideranças partidárias também interferem na destinação das emendas. Contudo, advogados do PL argumentaram que a palavra 'indica' utilizada em declarações é apenas uma sugestão e não compromete a autonomia dos parlamentares.

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