PF investiga Eduardo Cunha por possível desvio de emendas parlamentares
Bloqueio de R$6 milhões é determinado pelo STF

A Polícia Federal está investigando Eduardo Cunha, ex-deputado e ex-presidente da Câmara, por suspeitas de que ele tenha desviado emendas parlamentares. O Spo Supremo Tribunal Federal (STF) bloqueou R$6 milhões de seus bens após analisar mensagens que revelam a manipulação do processo de indicação das emendas.
Comunicações reveladoras
As trocas de mensagens entre Cunha e a servidora da Câmara, Mariângela Fialek, indicam que ele interferiu na destinação de verbas públicas para favorecer aliados políticos em Minas Gerais. Em um dos diálogos, Cunha expressa desdém por Minas, sugerindo mudanças nas emendas para evitar 'confusões'.
✨ Cunha demonstra preocupação com a titularidade de emendas, mesmo sem mandato.
Em outras mensagens, o ex-parlamentar solicita ofícios que comprovem a autoria das emendas para evitar disputas de crédito com outros políticos, revelando um esquema de manipulação nas alocações de recursos.
Reação de Eduardo Cunha
Cunha se defendeu em nota, afirmando não ter participado do processo de apresentação das emendas e que todas foram indicadas por outros parlamentares com legitimidade. Ele também ressaltou que nunca recebeu qualquer vantagem em relação às emendas questionadas e que a decisão do bloqueio foi intempestiva.
Contexto
Eduardo Cunha foi cassado em 2016 no âmbito da Operação Lava Jato. Desde então, ele tem tentado reconstruir sua base política em Minas Gerais, estado onde nunca teve vínculos políticos.
- 1Eduardo Cunha é investigado por manipulação de emendas.
- 2Bloqueio de R$6 milhões foi solicitado pelo STF.
- 3Mensagens revelam a intenção de Cunha de favorecer aliados.
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