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política
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Ministro defende apoio federal após críticas sobre jornada de trabalho

Paulo Henrique Pereira responde a empresários durante evento em SP

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 15:05
Ministro defende apoio federal após críticas sobre jornada de trabalho

O ministro Paulo Henrique Pereira, da Secretaria do Empreendedorismo, reafirmou nesta sexta-feira (15) que o apoio do governo federal ao término da escala 6x1 não reflete desinteresse pelos empresários.

A declaração ocorreu durante a "Semana S", um evento promovido pela FecomercioSP, onde Pereira respondeu a um questionamento de um empresário na plateia.

Pereira enfatizou que a ação do governo não deve ser interpretada como falta de atenção ao setor empresarial.

Em sua fala, o ministro destacou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem implementado iniciativas positivas para o empreendedorismo, como a criação do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).

Embora não tivesse a intenção de discutir questões políticas no evento, Pereira sentiu ser necessário responder à provocação do empresário presente. Ele também ligou alterações na legislação trabalhista e no ambiente econômico ao crescimento da atividade produtiva no Brasil.

Impacto da legislação trabalhista

Pereira lembrou que essas mudanças contribuíram para que o Brasil passasse da 71ª para a 6ª posição entre as maiores economias do mundo.

O debate em torno da extinção da escala 6x1 discute implicações sobre regras de jornada de trabalho e seus possíveis efeitos na produtividade e custos operacionais, áreas de interesse para o setor de comércio e serviços.

Entretanto, o evento não apresentou propostas legislativas concretas nem dados sobre o impacto econômico de uma possível mudança. Rubens Medrano, vice-presidente da FecomercioSP, declarou que a entidade não possui bandeira ideológica e é favorável ao bem-estar do trabalhador, mas acredita que a discussão deve ocorrer em um formato mais estruturado.

Com a possibilidade de formalização de propostas relacionadas à jornada de trabalho, a conversa deverá continuar centralizada entre o governo, o setor produtivo e representantes de trabalhadores.

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