Relatórios sobre alcance de publicações devem ser apresentados a cada seis horas.

O ministro Floriano de Azevedo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou uma decisão que proíbe a suspensão do canal de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no WhatsApp sem a autorização do plenário.
A medida foi anunciada após o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinar que a Meta, controladora do WhatsApp, Instagram e Facebook, e o X (ex-Twitter) apresentem relatórios a cada seis horas sobre o alcance das publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal.
Essa decisão foi proferida na última sexta-feira (23), atendendo parcialmente uma solicitação da campanha de Lula, que argumentou que ambos estavam utilizando suas redes sociais para beneficiar Flávio Bolsonaro (PL), concorrente do presidente, através da disseminação de informações falsas. A campanha aponta que a Meta estaria privilegiando esses conteúdos na distribuição das publicações.
✨ Os relatórios exigidos devem incluir dados sobre visualizações, origem do público e como as plataformas promovem os conteúdos entre os usuários. Um relatório final deverá ser submetido até seis horas após o encerramento da votação, programada para o próximo domingo (25).
O ministro também estipulou que as plataformas mantenham um canal de atendimento prioritário à Justiça Eleitoral durante o dia da votação e a véspera. Além disso, a decisão proíbe a adoção de medidas que possam artificialmente aumentar o alcance dos perfis envolvidos na investigação.
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