Voltar
política
2 min de leitura

Moraes arquiva investigação da 'Abin paralela' sobre Bolsonaro

Decisão abrange ex-presidente e outros investigados em esquema de espionagem

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 18:35
Moraes arquiva investigação da 'Abin paralela' sobre Bolsonaro

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu arquivar as investigações relacionadas à denominada 'Abin paralela', que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros associados à prática de espionagem ilegal. A decisão foi anunciada na segunda-feira, 20, e indica que os acontecimentos já haviam sido analisados anteriormente no contexto de uma trama golpista, resultando em condenações.

O que foi a 'Abin paralela'?

A investigação sobre a 'Abin paralela' revelou um esquema de espionagem em que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi usada para monitorar opositores políticos, jornalistas e outras figuras consideradas adversárias ao governo de Bolsonaro. A apuração resultou no indiciamento de 36 pessoas, incluindo o ex-presidente e seu filho, Carlos Bolsonaro.

As evidências já foram usadas para a condenação de Bolsonaro e outros envolvidos.

Moraes justificou o arquivamento com base na manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que indicou que os elementos da investigação já foram utilizados para sustentar as acusações e as condenações do ex-presidente e de outros membros do grupo identificado como responsável pelo esquema antidemocrático.

Investigaçõe de outros indivíduos

Além de Bolsonaro, o ministro arquivou os casos de outros investigados, como Alessandro Moretti e Luiz Carlos Nóbrega Nelson, argumentando que não existiam indícios concretos para dar continuidade às acusações contra eles. As acusações apresentadas eram consideradas genéricas e sem especificação clara das condutas.

Próximos passos

Parte da investigação será enviada à Justiça Federal de primeira instância, incluindo Carlos Bolsonaro, pois as apurações não estão mais vinculadas a autoridades com foro privilegiado e envolvem fatos que não justificam a continuidade no STF.

A PGR havia sustentado a transferência do caso para a primeira instância, enfatizando que a condução deveria seguir, já que a maioria dos investigados não tinha foro privilegiado. O procurador-geral, Paulo Gonet, destacou que os elementos ainda pendentes se concentram em ilícitos contra a Administração Pública.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política