Candidato a deputado estadual recebeu apoio inicial do MPE, mas órgão mudou posição após novas evidências.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou em setembro a rejeição do registro da candidatura de Márcio Canella (União) ao cargo de deputado estadual no Rio de Janeiro devido a indícios de vínculos com milícias. Apesar dessa recomendação, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio autorizou a candidatura, permitindo que Canella se apresentasse nas urnas, onde obteve o segundo maior número de votos para a Assembleia Legislativa.
Canella, juntamente com o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amin, foi detido na última quinta-feira, 15, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Essa operação da Polícia Federal investiga a lavagem de dinheiro relacionada a postos de combustíveis na região metropolitana do estado e possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas.
Inicialmente, o MPE manifestou apoio à candidatura de Canella, que é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, após a revelação de novas provas, o órgão alterou sua posição e recomendou a negativa do registro por três razões principais: a relação de Canella com líderes de milícias na Baixada Fluminense, um inquérito no STF que o investiga por organizações criminosas, extorsão e lavagem de dinheiro, e a apreensão de um fuzil em um veículo dele em julho.
"Há de fato um desconforto legítimo de deferir o registro de quem escolheu, de olhos abertos, essas cercas de aliados que a Justiça afastou das urnas.
✨ O desembargador Salomão Filho ressaltou que esse desconforto, embora legítimo, não é um critério de julgamento.
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Jornalista especializado em Política




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