Corte Suprema da Itália questiona imparcialidade do STF no caso da ex-deputada

A Corte Suprema de Cassação da Itália decidiu, na última sexta-feira (12), revogar a extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli, citando questionamentos sobre a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.
A anulação vem em decorrência de um pedido de extradição feito pelo Brasil relacionado a uma condenação por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, Zambelli enfrenta um segundo processo de extradição pela posse ilegal de armas e ameaças.
O presidente do STF, Edson Fachin, expressou preocupação com a decisão italiana, reafirmando que a Corte brasileira atuou dentro dos limites constitucionais e que a condenação foi decidida colegiadamente.
✨ Fachin defendeu que o processo atendeu às normas constitucionais e assegurou o devido processo legal.
A ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão por contratar um hacker para invadir sistemas judiciais e inserir provas falsas, incluindo um mandado de prisão contra o próprio ministro Moraes.
Além da extradição anulada, há um novo pedido em análise pela Justiça italiana, envolvendo a acusação de porte ilegal de arma de fogo durante um incidente em 2022, onde Zambelli armou-se após uma discussão em São Paulo.
As autoridades italianas aguardam a repercussão da decisão sobre a primeira extradição para proceder com o novo pedido, que está marcado para julgamento no dia 1º de julho.
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Jornalista especializado em Justiça

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