PF investiga suposta manipulação e campanha de desinformação

Nesta quinta-feira, 9 de dezembro de 2026, a Polícia Federal deu início à 10ª fase da Operação Compliance Zero, com novos desdobramentos que vão além das fraudes financeiras associadas ao Banco Master. O foco da ação está agora no publicitário Thiago Miranda, criador da agência MiThi.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a investigações que revelam indícios de que Miranda colaborou com o empresário Daniel Vorcaro, entre outros, para proteger posições dentro de uma organização criminosa, manipular a opinião pública e intimidar jornalistas e concorrentes.
✨ A investigação destaca a criação de uma infraestrutura para disseminar desinformação na mídia, possivelmente financiada com recursos derivados das fraudes detectadas no Banco Master.
A retórica da PF descreve um plano onde o grupo buscava contratar profissionais da imprensa e influenciadores para disseminar conteúdo favorável ao Banco Master. Quando propostas eram rejeitadas, admitiu-se o uso de informação privilegiada, obtida de maneira ilícita, para coagir esses profissionais.
Durante os depoimentos, Thiago Miranda revelou ter desenvolvido um plano de gerenciamento de crise para Vorcaro após suas primeiras liberdades. Esse plano incluía estratégias relacionadas à cobertura da prisão do empresário e investigações do Banco Master.
Em um dos relatos, a PF levantou evidências sobre investigações pessoais a respeito de jornalistas, incluindo Malu Gaspar, do O Globo. As ações visavam compilar informações para intimidar ou desacreditar jornalistas que se tornassem obstáculos ao grupo.
Conversas entre os investigados também sugerem que havia uma demanda por informações sobre Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, com trocas de mensagens indicando a busca de detalhes que poderiam ser usados contra ele.
O ministro Mendonça defendeu a possibilidade de que registros e documentos relevantes ainda estejam sob responsabilidade de Miranda, o que justificou a autorização para as buscas. A Procuradoria-Geral da República apoiou as ações, considerando que existem evidências substanciais de atividades delituosas.
Até o momento, a reportagem tenta contato com a defesa de Thiago Miranda, que ainda não se pronunciou.
Anuncie aqui e apareça pra quem já está lendo.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em política
Fale agora no WhatsApp e coloque sua empresa em destaque.
Espaço em destaque pronto pra sua empresa. Chama no WhatsApp.

Investigação revela papel central do pai do banqueiro em esquema criminoso

Prisão é parte da nova fase da Operação Compliance Zero

Discussão sobre fraudes e investigações que envolvem Flávio Bolsonaro

Operação teve como alvo Raimundo Cutrim, apontado pela investigação como fonte do jornalista Luís Pablo; medida foi solicitada pela Polícia Federal e teve parecer favorável da PGR.
Fale agora no WhatsApp e coloque sua empresa em destaque.