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Operação Compliance Zero investiga publicitário Thiago Miranda

PF investiga suposta manipulação e campanha de desinformação

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 17:00
Operação Compliance Zero investiga publicitário Thiago Miranda

Nesta quinta-feira, 9 de dezembro de 2026, a Polícia Federal deu início à 10ª fase da Operação Compliance Zero, com novos desdobramentos que vão além das fraudes financeiras associadas ao Banco Master. O foco da ação está agora no publicitário Thiago Miranda, criador da agência MiThi.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a investigações que revelam indícios de que Miranda colaborou com o empresário Daniel Vorcaro, entre outros, para proteger posições dentro de uma organização criminosa, manipular a opinião pública e intimidar jornalistas e concorrentes.

A investigação destaca a criação de uma infraestrutura para disseminar desinformação na mídia, possivelmente financiada com recursos derivados das fraudes detectadas no Banco Master.

A retórica da PF descreve um plano onde o grupo buscava contratar profissionais da imprensa e influenciadores para disseminar conteúdo favorável ao Banco Master. Quando propostas eram rejeitadas, admitiu-se o uso de informação privilegiada, obtida de maneira ilícita, para coagir esses profissionais.

Durante os depoimentos, Thiago Miranda revelou ter desenvolvido um plano de gerenciamento de crise para Vorcaro após suas primeiras liberdades. Esse plano incluía estratégias relacionadas à cobertura da prisão do empresário e investigações do Banco Master.

Em um dos relatos, a PF levantou evidências sobre investigações pessoais a respeito de jornalistas, incluindo Malu Gaspar, do O Globo. As ações visavam compilar informações para intimidar ou desacreditar jornalistas que se tornassem obstáculos ao grupo.

Conversas entre os investigados também sugerem que havia uma demanda por informações sobre Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, com trocas de mensagens indicando a busca de detalhes que poderiam ser usados contra ele.

O ministro Mendonça defendeu a possibilidade de que registros e documentos relevantes ainda estejam sob responsabilidade de Miranda, o que justificou a autorização para as buscas. A Procuradoria-Geral da República apoiou as ações, considerando que existem evidências substanciais de atividades delituosas.

Até o momento, a reportagem tenta contato com a defesa de Thiago Miranda, que ainda não se pronunciou.

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