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política
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Papa Leão XIV pede perdão pela demora em condenar a escravidão

O pontífice afirma que a escravidão é uma ferida na memória cristã.

Camila Souza Ramos25 de maio de 2026 às 08:45
Papa Leão XIV pede perdão pela demora em condenar a escravidão

O Papa Leão XIV expressou arrependimento pelo longo silêncio da Igreja Católica em relação à escravidão, considerando-a uma "ferida na memória cristã". Esta declaração foi feita em sua primeira encíclica, divulgada na segunda-feira, 25.

Em sua encíclica, Leão XIV afirmou: "Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão". O texto aborda não apenas a escravidão, mas também questões contemporâneas como a inteligência artificial.

A Igreja foi proprietária de escravizados até a Idade Média e aconselhou monarcas europeus sobre justificativas para a escravidão.

Historicamente, outros papas também se desculparam pela implicação da Igreja no tráfico de escravizados. João Paulo II, em 1992, condenou essa prática e, no ano 2000, fez um pedido amplo de perdão pelas injustiças do passado. O Papa Francisco, desde então, tem se manifestado contra as formas modernas de escravidão.

Leão XIV ressaltou que, apesar do reconhecimento tardio da Igreja, é preciso considerar o contexto histórico e que as normas morais evoluíram ao longo do tempo. Ele observou: "Ainda assim, não podemos ignorar a lentidão de nossa resposta ao flagelo da escravidão".

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Isto constitui uma ferida na memória cristã, da qual não podemos nos considerar alheios

Papa Leão XIV

Contexto

A encíclica "Magnifica Humanitas" aborda, entre outros tópicos, a necessidade de uma condenação formal da escravidão, que não ocorreu até o século XIX.

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