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política
2 min de leitura

Paraná e Rio Grande do Sul buscam esclarecimentos sobre cobrança de pedágio eletrônico

Deputados estaduais questionam a implementação do sistema de pedágio eletrônico em suas respectivas regiões.

João Pereira30 de março de 2026 às 07:25
Paraná e Rio Grande do Sul buscam esclarecimentos sobre cobrança de pedágio eletrônico

Nos últimos dias, deputados dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul têm se mobilizado na Justiça contra o sistema de cobrança de pedágio eletrônico. A implementação desse modelo nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, que começou há um mês, tem gerado muitas reclamações entre os motoristas.

Reclamações e Ações Legais

No Paraná, a insatisfação vem de diversos pontos, especialmente relacionados à falta de informações sobre a cobrança e os locais que utilizam o sistema eletrônico. Em resposta a isso, deputados paranaenses foram à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com ofícios questionando a estrutura do serviço e, em seguida, protocolaram ações civis públicas.

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A cobrança eletrônica promovida pela EPR Iguaçu, concessionária responsável por aproximadamente 660 km de rodovias, acabou gerando descontentamento crescente por várias razões, principalmente a falta de clareza sobre o sistema.

Alterações nas praças de pedágio trouxeram ainda mais protestos na comunidade local.

Contexto

A ANTT autorizou a cobrança em fevereiro, e a partir de agora os pórticos eletrônicos coexistem com praças tradicionais.

O Lote 4, que inclui importantes conexões rodoviárias entre várias cidades paranaenses, é alvo de críticas especialmente pela mudança das praças de pedágio para áreas mais populosas. O deputado Evandro Araújo expressou preocupações sobre os impactos negativos que isso poderá ter para os moradores de lugares como Marialva e Mandaguari.

  • 1Alterações das praças de pedágio para áreas urbanas
  • 2Falta de informações sobre como realizar pagamentos
  • 3Aumento significativo nas multas devido ao desconhecimento do sistema

Os deputados alegam que a cobrança deveria ser proporcional à distância percorrida, diferente de como está sendo aplicada atualmente, levantando a questão da transparência no que foi prometido versus o que está sendo implementado.

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A cobrança cheia é um aspecto que surpreendeu muitos, já que a expectativa era de um sistema free flow com tarifas proporcionais ao uso da via.

Em contrapartida, autoridades da ANTT afirmam que a transição para um sistema proporcional deve ocorrer ao longo do tempo.

Destaque no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a insatisfação é voltada para a falta de clareza sobre onde os pedágios eletrônicos estão localizados, resultando em um aumento alarmante de multas.

Com uma CPI dos Pedágios sendo realizada, deputados gaúchos também expressam suas frustrações diante do novo modelo. Eles observam que a falta de informação resulta em multas crescentes por não pagamento, reconhecendo a necessidade de um diálogo mais efetivo com a população.

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