Análise da proposta acontece na CCJ na próxima quarta-feira.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado irá abordar a PEC da Segurança, uma das iniciativas mais relevantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima quarta-feira, 2 de maio. A confirmação foi feita pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar.
Esta proposta tem como objetivo intensificar as ações contra o crime organizado e modificar aspectos constitucionais relacionados à segurança pública. A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março, mas seu progresso no Senado tinha estagnado até agora.
Após um encontro entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a proposta foi finalmente liberada para análise pela CCJ. O relator, senador Rogério Carvalho, decidiu manter o texto como foi aprovado na Câmara, o que pode acelerar sua aprovação no Senado, evitando novas votações na Câmara.
✨ A proposta permite a expropriação de bens de criminosos sem indenização e o endurecimento de penas para líderes de facções.
Entre os principais pontos da PEC, estão o aumento das penas para chefes de grupos criminosos, a autorização para que municípios amplifiquem o papel de suas guardas municipais, e a restrição nos benefícios para os condenados por crimes graves. Essas mudanças visam melhorar a eficácia das políticas de segurança.
A votação na CCJ ocorrerá junto com a análise de outra PEC que trata da redução da jornada de trabalho. Apesar da possibilidade de pedidos de vista que possam atrasar a deliberação, a expectativa nos bastidores é que a PEC da Segurança tenha maior consenso e avance mais rapidamente no Senado.
A tramitação da PEC foi uma resposta a críticas sobre a eficácia das políticas de segurança e busca harmonizar interesses estatais e federais na luta contra o crime organizado.
Se aprovada pela CCJ, a PEC seguirá para votação em plenário, onde precisará do apoio de três quintos dos senadores em dois turnos para ser promulgada.
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