Ministro da Fazenda reafirma compromisso com as contas públicas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira, 6, que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva implementou um ajuste de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) referente ao déficit primário.
Durante uma entrevista à GloboNews, Durigan reafirmou que o compromisso com a melhoria das contas públicas será mantido nos próximos quatro anos, caso Lula seja reeleito. Ele enfatizou a necessidade de avançar na política fiscal e garantir uma gestão financeira sólida.
✨ O ministro classificou o novo arcabouço fiscal como uma estrutura permanente e mencionou que o mercado reconhece os esforços do governo em zerar o déficit, apesar das críticas sobre exceções na norma.
Durigan vincula o esforço fiscal à intenção de reduzir as taxas de juros no futuro, destacando que o País enfrenta o desafio de consolidar esse compromisso coletivo em direção à estabilidade econômica.
Em relação à execução orçamentária, o ministro assegurou que o governo está controlando suas despesas em conformidade com a arrecadação, desmentindo qualquer alegação de descontrole financeiro. Ele citou um bloqueio orçamentário de R$ 17 bilhões para este ano eleitoral como parte dessa estratégia.
Discorrendo sobre o endividamento do País, Durigan esclareceu que um aumento recente se deve principalmente à rolagem da dívida pública, que envolve o pagamento de títulos antigos e a emissão de novos. Apesar da pressão sobre as contas, ele tranquilizou que não há crise fiscal no Brasil atualmente.
O ministro comprometeu-se a manter um esforço fiscal igualmente robusto ao verificado nos últimos quatro anos, focando na melhoria das contas, na administração da dívida pública e na consolidação do arcabouço fiscal.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Rogério Ceron defende que a baixa poupança e questões previdenciárias impactam na taxa de juros.

A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, é crucial para a economia e influencia o endividamento das famílias.

Reajuste de 7,4% impacta 61,9 milhões de brasileiros

Mercado reage a dados inflacionários e a taxas dos Treasuries