Transferências de R$ 1 milhão para a produção do filme estão em investigação.

A Polícia Federal (PF) apontou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-marqueteiro do candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, realizou um repasse de R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, a produtora do filme 'Dark Horse', que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro.
De acordo com a PF, dados do Conselho de Atividade Financeira (Coaf) revelam "movimentações consideradas atípicas" em contas da empresa entre novembro de 2025 e dezembro de 2015. Dentre as transações, está o repasse feito por Marcello de Oliveira Lopes, que deixou a coordenação de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro em maio, e é amigo pessoal do deputado.
✨ A Go Up Entertainment movimentou R$ 19 milhões no período analisado, com um débito de R$ 10 milhões, sendo o principal remetente de recursos Marcello Lopes.
O relatório do Coaf, que integra a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou a operação "Make Up", menciona que a empresa também recebeu valores de outras entidades, totalizando R$ 19 milhões. Os principais repasses incluem R$ 3,9 milhões do Moneycorp Banco de Câmbio S.A., R$ 2,6 milhões da GO7 Assessoria e R$ 750 mil da NTT Brasil Ltda.
As gravações do filme ocorreram em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025, período durante o qual as movimentações financeiras foram analisadas. Além dos recebimentos, a PF identificou despesas da Go Up com hotéis luxuosos e serviços de outras produtoras.
Marcello Lopes atuava em bastidores da pré-campanha e saiu do cargo em meio a críticas à estratégia de comunicação após a divulgação de um encontro entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, aumentando a pressão sobre a equipe. Lopes afirmou que sua saída foi uma decisão própria, com o objetivo de focar em sua empresa.
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Jornalista especializado em Política

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