Movimentação de apostas na Polymarket ultrapassa US$ 180 milhões, com forte adesão do público brasileiro.

A plataforma Polymarket, originária dos Estados Unidos e proibida no Brasil desde abril de 2026, tem se tornado uma ferramenta controversa nas eleições brasileiras, sendo aproveitada especialmente por apoiadores da direita como uma métrica alternativa para a intenção de voto.
A Polymarket permite que usuários negociem palpites sobre a probabilidade de eventos, como o resultado das eleições presidenciais onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) compete com o presidente Lula (PT). Durante o primeiro turno, Paulo Figueiredo, influenciador próximo ao candidato do PL, compartilhou um gráfico da plataforma mostrando Bolsonaro com 63,2% de chances.
✨ Apesar das apostas, Flávio Bolsonaro obteve 47% dos votos, enquanto Lula alcançou 45%.
Em meio a um clima de descrença em pesquisas tradicionais, frases como 'Flávio Bolsonaro disparou na Polymarket' têm circulado amplamente nas redes sociais, fomentando a ideia de que a vitória do candidato do PL no segundo turno é iminente. Por outro lado, a Polymarket aponta que seus gráficos não representam pesquisas eleitorais oficiais.
Expertos em métodos quantitativos, como Breno Adaid, esclarecem que as porcentagens mostradas na Polymarket indicam o valor que os usuários estão dispostos a pagar por um palpite, influenciadas por novos apostadores na plataforma.
Desde a proibição dos mercados de previsão no Brasil para evitar endividamento da população, as apostas sobre as eleições na Polymarket ultrapassam US$ 180 milhões, indicando que muitos brasileiros têm utilizado VPNs para acessar a plataforma. Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato do PL, já incentivou o uso desse método.
A situação leva a uma reflexão sobre a eficácia das pesquisas eleitorais, que, segundo cientistas políticos, são limitadas em sua amostragem comparadas aos mercados de previsão, que permitem apostas repetidas por qualquer indivíduo globalmente.
Em resposta ao fenômeno, o Ministério da Fazenda anunciou que monitora a efetividade da proibição e pode adotar novas medidas. A Polymarket, por sua vez, se ofereceu para colaborar tecnicamente com as autoridades brasileiras.
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