Polícia Militar retira estudantes da USP em operação violenta
Atuação da PM resulta em feridos e revolta na comunidade universitária

Na madrugada deste domingo (10), a Polícia Militar realizou a desocupação do prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), localizado no campus do Butantã, provocando feridos entre os estudantes que protestavam por melhorias na vida acadêmica.
Os estudantes relataram que a PM utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para forçá-los a deixar o local. A ocupação começou na última quinta-feira (7) em resposta à falta de diálogo da administração universitária em relação a suas reivindicações.
✨ Diretório Central dos Estudantes (DCE) denuncia violência: 'Alunos foram espancados'.
O DCE, em ação nas redes sociais, criticou a abordagem da polícia e a inércia do reitor Aluísio Segurado, e de seu chefe de gabinete, Edmilson Dias de Freitas, em atender às demandas estudantis. Os líderes estudantis afirmaram que todas as tentativas de negociação foram ignoradas e شدند que a repressão à ocupação durante o Dia das Mães é um ato reprovável.
Reivindicações e Greve
O movimento estudantil, que teve sua greve aprovada em 14 de abril, inicialmente apoiava servidores que protestavam contra a concessão de gratificações exclusivamente para docentes. O DCE destacou que de 150 a 200 alunos participaram da ocupação, realizando tarefas organizativas e culturais, mas a reitoria se negou a reiniciar as negociações.
As principais reivindicações incluem um reajuste significativo no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que atualmente oferece auxílios que vão de R$ 335 a R$ 885. A USP propôs um aumento moderado, o que foi considerado insuficiente pelos estudantes, que pedem um valor de R$ 1.804, o equivalente ao salário mínimo em São Paulo.
"Faz mais de um ano que os estudantes já estabeleceram que uma de suas pautas principais em relação às bolsas estudantis está ligada ao aumento para um salário mínimo
Além das reivindicações financeiras, os estudantes também criticam a gestão de serviços essenciais na universidade, como o restaurante universitário e a moradia estudantil, além do Hospital Universitário, que viu sua equipe reduzir em 30% na última década, segundo os manifestantes.
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