O tenente-coronel apresenta contradições em depoimento e evita contato com família da vítima.

Durante um interrogatório que durou quase duas horas, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, expôs um relato repleto de frieza e inconsistências, além de manter a narrativa de que sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, cometeu suicídio.
Logo após a confirmação da morte de Gisele no Hospital das Clínicas, o oficial declarou que decidiu não ir ao encontro do corpo da esposa nem dos pais dela. Sua justificativa se baseou em orientações de psicólogos e de seu superior, motivado pelo medo da reação deles. Ele mencionou: "Temia a atitude do pai e mãe dela em relação a mim, pois poderiam achar que eu teria matado a filha deles."
"A orientação foi que evitaríamos contato, visto que os pais dela estavam a caminho do hospital e poderiam ter reações hostis
✨ Investigações indicam que as contradições no depoimento são elementos-chave na apuração.
Investigadores notaram que o tenente-coronel demonstrou controle emocional, mas sua credibilidade foi questionada devido a inconsistências em suas respostas.
Em outro momento do depoimento, realizado na delegacia, ele revelou que permaneceu em um local distinto dos familiares da vítima, mais uma vez para evitar qualquer encontro. Afirmou que ficou "aqui em cima" enquanto os pais de Gisele estavam "lá embaixo".
Diante das contradições e do comportamento do tenente-coronel, a polícia considera esses aspectos como fundamentais para a investigação em andamento. Atualmente, Geraldo Neto encontra-se preso sob a acusação de feminicídio.
A equipe da CNN Brasil tentou contato com a defesa do oficial, mas não recebeu resposta até o momento.
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