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Segurança
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Polícia Militar afasta agente após morte de mulher em SP

Investigação sobre o caso gera conflitos de versões e protestos

Ricardo Alves06 de abril de 2026 às 12:00
Polícia Militar afasta agente após morte de mulher em SP

Uma agente da Polícia Militar foi afastada após a morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, em um incidente ocorrido na madrugada de sexta-feira, 3, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.

A investigação está a cargo das polícias Civil e Militar, que lidam com versões contraditórias sobre o ocorrido. Thawanna recebeu atendimento no Hospital Tiradentes, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Versões em Conflito

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais realizavam um patrulhamento quando avistaram um casal caminhando de maneira aparentemente tranquila. Durante a abordagem, um membro do casal teria se desequilibrado e danificado o retrovisor da viatura. Os policiais alegam que voltaram para investigar, mas a situação se agravou com o homem desobedecendo às instruções.

A agente envolvida no caso relatou que Thawanna ficou agressiva, invadiu seu espaço e a atingiu com tapas, o que levou a policial a agir em defesa própria. Durante a abordagem, ocorreu um disparo acidental que feriu a mulher.

Versão do Companheiro

Por outro lado, o companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, narra uma história diferente. Ele afirma que a viatura estava em alta velocidade e quase colidiu com o casal, desencadeando a reação de Thawanna. Luciano nega que a mulher tenha agido de forma violenta e afirma que ambos foram atacados com gás de pimenta sem justificativa.

Despacho oficial da Secretaria da Segurança Pública lamenta a morte e informa que a agente foi afastada e a arma apreendida.

A Secretaria da Segurança também informou que a policial passará por um Inquérito Policial Militar. A morte de Thawanna gerou grande comoção na comunidade, sendo velada no domingo, 5, onde recebeu o apoio de amigos e familiares, incluindo seus cinco filhos.

Repercussões e Protestos

Após o incidentes, a região viveu dias de protestos, com moradores bloqueando ruas e queimando pneus para protestar contra a violência policial. Em resposta, a Polícia Militar utilizou balas de borracha e gás de efeito moral para dispersar os manifestantes.

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