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política
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PP adota neutralidade e limita espaço de Flávio Bolsonaro na campanha

Neutralidade do PP prejudica alianças de Flávio e afasta possíveis candidatos a vice

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 14:05
PP adota neutralidade e limita espaço de Flávio Bolsonaro na campanha

O Partido Progressista (PP) decidiu adotar uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais, o que deve restringir ainda mais a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como parte da federação União Progressista, que inclui o União Brasil, essa postura afeta a chance de apoio formal ao senador.

Nos bastidores, membros do PP indicam que a maior parte da legenda passa a pleitear a ampliação da autonomia para que os filiados escolham seus próprios apoiadores entre os candidatos em seus respectivos estados. Este movimento foi impulsionado pela deterioração das relações entre Flávio e Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que teria se sentido deixado de lado amid investigações relacionadas ao Banco Master.

Desgaste nas relações dentro do partido e na federação pode afetar seriamente a pré-campanha de Flávio.

O cenário também é desafiador para o União Brasil. Após a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e aliado de Flávio, os membros do partido começaram a criticar a postura do senador. Sua falta de apoio público a Canella aprofundou a percepção de que ele vem priorizando seus próprios interesses, contribuindo para um maior afastamento na federação.

Impacto no possível apoio de Tereza Cristina

Essa nova dinâmica desvia Tereza Cristina da chapa com Flávio. Antes vista como uma candidata que poderia ampliar o diálogo com o agronegócio e atrair eleitoras, sua relevância diminuiu. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já mencionou que a senadora tem "outras ambições" políticas, enquanto Tereza prioriza sua candidatura à presidência do Senado em 2027.

O distanciamento ficou evidente durante um recente café da manhã promovido por Flávio entre lideranças conservadoras. Tereza Cristina e outras mulheres influentes, como Michelle Bolsonaro e Damares Alves, não compareceram, o que ofuscou a tentativa do senador de fortalecer sua imagem entre o eleitorado feminino.

Flávio enfrenta dificuldades para se conectar com o eleitorado feminino, um fator crítico para sua campanha.

Pesquisas recentes indicam que Flávio está tendo um desempenho inferior entre eleitores femininos em comparação aos homens, revivendo uma dificuldade que seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentou nas eleições de 2022. Durante o evento, o senador admitiu que essa questão é uma falha de comunicação de sua campanha, afirmando que a responsabilidade pelo distanciamento não deve ser atribuída às eleitoras.

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