Prates adia votação da PEC sobre jornada de trabalho para 28 de maio
Novo cronograma altera prazos e gera expectativa na Câmara dos Deputados

O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) remarcou a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que altera a jornada de trabalho, prevista para o dia 28 de maio, após atrasar a entrega do relatório. A medida impacta direto o cronograma da Câmara dos Deputados, que esperava discutir o texto antes desse novo prazo.
Seminários em Belo Horizonte e Florianópolis
Enquanto aguarda a finalização do seu relatório, a comissão da PEC do fim da jornada de 6x1 realiza dois seminários nesta quinta-feira (21). O primeiro acontece em Belo Horizonte, onde membros da comissão, incluindo Prates e o presidente do grupo, Alencar Santana (PT-SP), debatem a proposta com especialistas e líderes sindicais.
À tarde, a comitiva seguirá para Florianópolis para um segundo seminário, reunindo representantes de centrais sindicais e da economia local, além do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC). Essas reuniões visam ampliar o diálogo sobre a PEC e suas implicações.
Impasses e prazos revisados
O cronograma atualizado reflete as dificuldades enfrentadas por Prates em negociar um consenso entre governo e oposição, especialmente em relação ao tempo de transição para a implementação das novas regras. Há um forte debate acerca da necessidade de uma transição imediata ou a proposta de um período que poderia se estender de dois a quatro anos.
✨ O governo defende a aplicação imediata do fim da escala 6x1, enquanto a oposição sugere um período mais longo para adaptação.
Além da jornada de trabalho de 40 horas semanais e a eliminação da jornada 6x1, outro ponto de discussão gira em torno da compensação financeira para as empresas afetadas pela mudança. Setores empresariais alegam que o impacto econômico pode chegar a R$ 160 bilhões e pedem apoio estatal, uma sugestão que o governo rejeita, citando casos históricos onde mudanças trabalhistas não foram acompanhadas por compensações.
Contexto da PEC
Tramitam conjuntamente na comissão duas propostas: uma elaborada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de 2022 da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), ambas visando a redução da jornada sem perda salarial.
As propostas foram aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 22 de abril, permitindo que agora a comissão especial analise o mérito das mudanças, incluindo a possibilidade de um período de transição.
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