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política
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PSOL/Rede pede cassação de Flávio Bolsonaro por quebra de decoro

Representação busca responsabilizar senador por uso de influência em negociações

João Pereira14 de maio de 2026 às 17:15
PSOL/Rede pede cassação de Flávio Bolsonaro por quebra de decoro

A federação PSOL/Rede formalizou, no dia 13 de dezembro, um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência. A medida foi desencadeada após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de que Flávio havia negociado assistência financeira para uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

O pedido, assinado pela presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, e pelo porta-voz da Rede, Paulo Lamac, argumenta que Flávio abusou de seu cargo ao buscar recursos de um empresário sob investigação por fraudes bilionárias. Os autores da ação consideram que a situação vai além de uma questão privada e representa uma séria violação ética.

A representação denunciou indícios de exploração da influência parlamentar para favorecer interesses políticos relacionados à família Bolsonaro.

Coradi enfatizou: "É inaceitável que um senador transforme seu gabinete em um balcão de negócios para articular repasses de grandes quantias com pessoas investigadas." O documento também solicita que o caso seja enviado ao Supremo Tribunal Federal e pedem colaboração com a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master.

Contexto

De acordo com informações do Intercept, entre fevereiro e maio de 2025 foram movimentados aproximadamente 10,6 milhões de dólares (cerca de 61 milhões de reais) para um fundo sediado no Texas, EUA.

As notícias indicam que a negociação envolveu outras figuras como Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias (PL-SP). Thiago Miranda e Fabiano Zettel, identificados como operadores financeiros de Vorcaro, também estavam envolvidos.

Após as revelações, Miranda confirmou à CartaCapital que atuou como intermediário nas discussões entre Flávio e Vorcaro. Em resposta, Flávio reconheceu sua solicitação de apoio financeiro, descrevendo-o como um "patrocínio" e defendeu a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Uma mensagem enviada por Flávio a Vorcaro um dia antes da prisão do banqueiro evidenciou a situação. Na mensagem, Flávio disse: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, só preciso que me dê uma luz!" Em um áudio datado de 8 de setembro de 2025, Flávio expressou preocupação com atrasos nos pagamentos da produção do filme, indicando a proximidade da situação crítica.

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