Rachel Barros destaca regularização de terras quilombolas como prioridade
Ministra da Igualdade Racial enfatiza importância da regularização em evento na Câmara

A regularização das terras quilombolas foi destacada como uma prioridade pelo governo federal, conforme afirmou a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, durante um evento realizado nesta terça-feira (26) na Câmara dos Deputados.
Homenagem aos 30 anos da Conac
A declaração da ministra foi feita em uma sessão solene que comemorou os 30 anos da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conac). Durante a solenidade, representantes do governo apresentaram dados sobre decretos e relatórios que visam o reconhecimento dos territórios quilombolas.
✨ Rachel Barros ressaltou que os quilombos são essenciais para a organização social e o desenvolvimento comunitário.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Eric Moura, anunciou que foram assinados 72 decretos de interesse social relacionados à política quilombola, além de mais de 60 Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação, e 92 portarias de reconhecimento. Esses documentos são fundamentais para o processo jurídico de titulação das terras.
Impacto e desafios
A ministra associou a regularização à segurança jurídica das comunidades rurais e à definição de seus limites fundiários. Contudo, a coordenadora-executiva da Conac, Rejane Maria de Oliveira, alertou que a falta de demarcação atual impede o pleno desenvolvimento das comunidades, expondo-as a riscos de ameaças e perda de território.
Ronaldo Santos, responsável pela Secretaria de Políticas para Quilombolas, destacou a meta de acelerar o processo de demarcação. Apesar da ênfase no evento, não foram divulgados prazos para novas titulações ou a área total abarcada pelos decretos, o que dificulta uma análise detalhada dos efeitos na produção agrícola local.
Contexto
A regularização de terras quilombolas é uma questão complexa que envolve várias etapas técnicas e jurídicas. A falta de informações consolidadas sobre os efeitos econômicos e a extensão das áreas ainda é uma barreira significativa para o avanço eficiente do tema.
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