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política
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Rejeição de Jorge Messias sinaliza nova derrota para governo Lula

Falhas na articulação dificultam aprovação de projetos no Congresso.

Tiago Abech30 de abril de 2026 às 09:55
Rejeição de Jorge Messias sinaliza nova derrota para governo Lula

A rejeição de Jorge Messias pelo Supremo Tribunal Federal, ocorrida na noite de quarta-feira, 29, marca o início de uma nova derrota para a administração Lula no Congresso, com implicações diretas na votação do veto ao PL da Dosimetria, programada para esta quinta-feira, 30.

O governo concentrava esforços na indicação de Messias, mas falhou em garantir apoio no Senado.

A tentativa de assegurar a aprovação de Messias havia levado o Palácio do Planalto a minimizar resistências em outras áreas, incluindo o veto a um projeto que reduziria penas para os envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro, o que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia do governo era evitar atritos com os parlamentares, na esperança de garantir votos favoráveis à indicação ao STF. Para tanto, foram liberados recursos e atendidas demandas do Congresso, mesmo em pautas controversas.

Todavia, essa abordagem não obteve os resultados desejados. Messias foi rejeitado com um placar surpreendente de 42 votos contra 34, revelando falhas significativas na articulação política do governo.

A derrota expôs as dificuldades da administração em consolidar uma base de apoio robusta no Senado, levando a uma previsão de que a votação do veto à dosimetria seja uma nova derrota quase certa.

Nos bastidores, membros do governo admitem que a decisão de não enfrentar essa pauta diminuiu a capacidade de reação que tinham neste momento crítico.

A atuação ativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi crucial tanto na irradiação da importância do projeto de dosimetria quanto na articulação contra a indicação de Messias, ajudando a formar uma maioria oposicionista.

Esse cenário de desgaste político para o governo se agrava, visto que, ao enfrentar duas derrotas consecutivas, sua capacidade de coordenação no Legislativo está sendo questionada. Internamente, há um consenso de que será preciso reavaliar as estratégias de articulação e reconstruir relacionamentos com o Congresso para evitar mais reveses.

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