Levantamento do Instituto Plena Cidadania destaca aumento de 94% em relação a 2022.

O Brasil viu um aumento significativo na representação de pessoas LGBT+ nas eleições de 2026, com o número de eleitos passando de 18 em 2022 para 35, segundo levantamento do Instituto Plena Cidadania, responsável pela iniciativa VoteLGBT.
As candidaturas eleitas arrecadaram 10,7 milhões de votos, garantindo cargos no Senado, Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e na Câmara do Distrito Federal. A maior parte desse crescimento ocorreu na Câmara dos Deputados, onde a bancada LGBT+ saltou de quatro a 13 representantes.
Embora a representação no Senado tenha se mantido com apenas uma cadeira, 21 candidatos LGBT+ foram eleitos para legislativos estaduais e a Câmara do DF. Ao todo, 519 candidaturas LGBT+ foram registradas, marcando um aumento de 58,7% em relação às 327 do ciclo anterior.
✨ As eleições de 2026 marcam uma conquista para a população LGBT+ no Brasil, mostrando que a violência não conseguiu deter o avanço na representação política.
Os dados revelam que 27 dos eleitos são mulheres (77,1%) e 22 são pessoas negras (62,9%), incluindo sete mulheres trans ou travestis. Essa diversidade se espalhou por 14 estados, com destaque para o Sudeste, que possui 20 cadeiras, embora sua participação tenha caído de 72,2% para 57,1% do total.
A Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina elegeram pessoas LGBT+ pela primeira vez. No entanto, a concentração de representantes ainda se mantém em partidos de esquerda, com PT e PSOL sendo responsáveis pela maioria das cadeiras.
O relatório também destaca que questões relacionadas ao financiamento eleitoral são um obstáculo significativo. Mais de 80% das candidaturas LGBT+ de partidos de esquerda receberam apoio financeiro, ao passo que a maioria das candidaturas de centro e direita não contaram com recursos.
Além disso, a violência política foi um fator alarmante, com 94% dos candidatos relatando experiências de agressão durante a campanha, e 68% reportando ataques e assédio nas redes sociais.
O perfil dos candidatos também mudou, com um aumento significativo de bissexuais e pansexuais. As prioridades políticas das pessoas eleitas incluem a promoção da cidadania LGBT+, combate ao racismo, direitos das mulheres, educação e muitos outros temas sociais relevantes.
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Jornalista especializado em Política

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