Estratégista aponta riscos de uso de IA na política e pede investigação aprofundada.

Revelações sobre Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, indicam que ele teria pago aproximadamente R$600 mil à Elytron, empresa especializada em cibersegurança, que oferece um sistema de inteligência artificial voltado para manipulação política clandestina.
Marcelo Senise, estrategista político, requer uma investigação detalhada após documentos obtidos pelo Intercept Brasil revelarem que essa ferramenta é capaz de cruzar dados, segmentar eleitores e levar ações como disseminação de rumores e criação de perfis falsos.
✨ Senise destaca que a tecnologia pode manipular a percepção dos eleitores sobre a opinião pública, o que é alarmante para a democracia.
Senise, que preside o Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), afirma que a estrutura apresentada pode ser usada para identificar vulnerabilidades e moldar a opinião pública de maneira artificial, o que ele classifica como um avanço em relação à simples disseminação de notícias falsas.
Ele alerta que a repetição artificial de opiniões pode distorcer a percepção do que a sociedade realmente pensa, reduzindo a autenticidade das interações e dificultando a identificação de intervenções manipulativas.
O presidente do IRIA defende a cooperação entre as instituições para distinguir manifestações espontâneas de operações coordenadas. Ele conclui destacando que a democracia depende não apenas de uma urna inviolável, mas da liberdade de pensamento do eleitor.
Em resposta, a equipe de Flávio Bolsonaro afirmou que contratou serviços de segurança da informação, negando qualquer irregularidade. A Elytron também refutou alegações de manipulação política.
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