Rodrigo Pacheco não deve concorrer ao governo de Minas Gerais
Senador comunicou a decisão ao presidente do PT, Edinho Silva

O senador Rodrigo Pacheco, principal escolha de Lula (PT) para a candidatura ao governo de Minas Gerais, comunicou a Edinho Silva, presidente do PT, que não tem a intenção de concorrer ao cargo.
✨ Pacheco pode deixar a vida política após seu mandato.
A decisão foi informada durante uma conversa entre Pacheco e Silva nesta terça-feira, 12. Fontes próximas ao presidente do PT indicam que o senador mencionou motivos pessoais para sua decisão e sugeriu que deixaria a atuação política ao final de seu mandato atual.
Apesar da confirmação, membros do PT em Minas Gerais ainda esperam que uma conversa entre Pacheco e Lula possa mudar o rumo da situação, acreditando que o presidente pode convencê-lo a reconsiderar sua candidatura.
Após o comunicado, Edinho compartilhou a informação com outros membros do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, que se reúne semanalmente para planejar estratégias. Ele informou a seus aliados que tentará contatar Pacheco novamente para discutir suas opções.
Procurado para comentar, Pacheco ainda não se manifestou oficialmente. Em conversas recentes, ele teria sugerido dois possíveis substitutos para a disputa pelo governo: Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça do estado.
Reconhecido por seu prestígio e boa relação com prefeitos de várias orientações políticas, Pacheco é visto como uma figura valiosa para fortalecer a campanha de reeleição de Lula. Além disso, ele tem demonstrado reservas quanto a ser candidato independente, sem uma aliança com partidos centristas.
Quando foi informado de que não seria cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Pacheco mencionou que poderia se retirar da política em 2026 e retornar à advocacia. Lula sugeriu que ele consultasse suas bases políticas antes de tomar uma decisão definitiva.
Recentemente, ele fez manobras que indicavam um possível interesse em concorrer, como a mudança do PSD para o PSB e diálogos com o PSDB e PDT. Apesar do ânimo inicial do PT, a expectativa por um anúncio oficial da candidatura de Pacheco diminuiu com rumores de articulações contrárias entre seus pares.
A indefinição sobre sua candidatura levou Pacheco a ser cogitado para outra posição: ministro do Tribunal de Contas da União. Ele poderia substituir Bruno Dantas, que avalia propostas do setor privado.
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