Lula se reúne com Hugo Motta para discutir redução da jornada de trabalho
Presidente busca apoio no Congresso para novo projeto de lei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na próxima terça-feira (14) para detalhar o projeto que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
O encontro ocorrerá após a posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e visa esclarecer a necessidade da mudança proposta pelo governo.
✨ Lula pretende enviar o projeto de lei ao Congresso esta semana e enfatiza que a jornada de trabalho atual é obsoleta frente ao avanço tecnológico.
Durante um evento no Palácio do Planalto, Lula comentou: "A questão da jornada de trabalho não faz mais sentido com os avanços tecnológicos. Não podemos nos limitar à apenas um dia de descanso no final de semana."
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência e articulador do tema, confirmou que o texto já está finalizado e aguarda a conversa entre Lula e Motta para ser oficialmente enviado aos deputados.
Recentemente, Hugo Motta havia informado à imprensa que a proposta anterior, elaborada pelo do ex-líder do governo, havia sido abandonada, mas o governo imediatamente desmentiu essa informação, reforçando que Lula está decidido a avançar com a proposta de lei.
"O tema está pacificado no governo. Há uma definição, e quem teve voto para isso é o presidente. O presidente Lula tomou e anunciou a decisão de que vai mandar o projeto de lei com regime de urgência
Com o regime de urgência, o Congresso deve analisar a proposta em um prazo máximo de 45 dias na Câmara e em 45 dias no Senado, sob pena de trancamento da pauta de votações se a análise não ocorrer nesse período.
Motta também defende a votação de outra proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6x1, afirmando que a análise acontece em conjunto com um projeto da deputada Erika Hilton. A expectativa é que a PEC seja votada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça.
Além disso, existe a possibilidade de Lula vetar partes da proposta, caso não estejam em consonância com suas diretrizes, lembrando que a PEC, uma vez aprovada, não passa pelo crivo do presidente e é promulgada pelo presidente do Congresso.
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